13 maio, 2009

Já...

Já amei e fui amada
amei também sem ser amada
também não amei quem me amava.

Sonhei,
voei alto
caí
feio.

Idealizei pessoas

Gostava de gente
hoje escolho a "gente" a quem gostar .

Vi um pôr-do-sol
e o nascer dele também .

Já nadei no mar à noite ,mesmo
morrendo de medo de
tubarão
tenho medo as vezes.

Já gritei de desespero
e ri sozinha uma lembrança.

Já cai,
levantei
cai novamente pra levantar.

Tomei vários porres
,fumei baseado
fiquei tonta e jurei que jamais faria e fiz.

Fiz amigos, alguns eternos
outros não.

Já fui abandonada
e pior me senti abandonada,
também já abandonei
Idéias
ideais
amigos
sonhos.

Fiz loucuras
viajei sem sair do lugar .

Me arrependi de coisas que não fiz.

Abracei minha mãe
com esperança que o tempo parasse
naquele momento
não parou
ela se foi.

Já pensei em me matar
tive vontade de
matar.

Já cantei sozinha
já cantei pra alguém
fiz muita canção de ninar
e as cantei para os meus filhos.

me importei com o que pensavam de mim
hoje pouco importa o que
acham-falem-comentem-espalhem.

Já quis ser perfeita,
hoje lido bem com minha perfeição imperfeita.

Minha
irmã acho que nem sabe,
mas me encanta e me causa orgulho.

As vezes me sinto sozinha.

Meu filhos tem meu amor
incondicional
e infinito.

Apesar de nunca saber o que me espera na próxima descida,
ainda prefiro essa vida montanha russa
à uma vidinha carrossel.

Aprendi que tenho MUITO a aprender
e isso por hora me basta.

Denise

5 comentários:

Fausto Sotam disse...

É óptimo uma pessoa aprender a não se prender, porque o mundo é tão grande e nós somos tão pequenos, tão irrizórios, a existência já existe á biliões de anos, e nós só cá estamos nem um século, e facilmente nos enfastiamos, nos decepcionamos, nos agarramos a tudo e mais alguma coisa, como segurança, não vá a vida pregar-nos mais uma partida, mais um dissabor. Mas para mim é este o desafio, "já" vi tudo, mas ainda me falta ver tudo, porque nada é igual duas vezes, só as máquinas é que são iguais, ou clones de si próprios. Que a aprendizagem seja cada vez mais rica e livre ... Abraços.

Fausto Sotam disse...

É óptimo uma pessoa aprender a não se prender, porque o mundo é tão grande e nós somos tão pequenos, tão irrizórios, a existência já existe á biliões de anos, e nós só cá estamos nem um século, e facilmente nos enfastiamos, nos decepcionamos, nos agarramos a tudo e mais alguma coisa, como segurança, não vá a vida pregar-nos mais uma partida, mais um dissabor. Mas para mim é este o desafio, "já" vi tudo, mas ainda me falta ver tudo, porque nada é igual duas vezes, só as máquinas é que são iguais, ou clones de si próprios. Que a aprendizagem seja cada vez mais rica e livre ... Abraços.

Denise disse...

Sou teimosa ,obstinada e buscadora Fausto
e não aceito menos rs

beijo
De

A Língua Nervosa disse...

Um brinde!
Á vida!!

Paulo Braccini disse...

emocionado com esta lição de vida.